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Profissionais "convencionais"​ X Criativos: uma jornada de reinvenção

Foto do escritor: Aline Amorim
Aline Amorim
19 de jul. de 2021
3 min de leitura


Primeiro, deixa eu explicar o que seriam profissionais convencionais!?

Desde que a pandemia se instalou, os mais diversos profissionais sentiram o impacto na vida financeira. Muitos postos de trabalho ficaram vazios e pode ser que não voltem nunca mais a serem ocupados por humanos se o dono da empresa notar que uma máquina pode substituir tal função. O profissional se viu diante uma situação nova: se não tenho mais utilidade na produtividade, preciso ser criativo.

Bingo!

A criatividade é a onda do momento e creio que será cada vez mais assim. Ouvindo um dos episódios do #podcast "É nóia minha?" a discussão girava em torno do ganho financeiro de quem já trabalha há anos como freelancer no mercado criativo, hoje chamado também de indústria criativa. Na grande maioria são autônomos que o mercado não absorveu e resolveram abrir uma empresa, ou prestar serviço informal mesmo. Nessa estrada se encontra artista visual, designer, escritor, revisor, fotógrafo, criador de conteúdo, consultores em comunicação, e por aí vai. Essa turma (me incluo nessa), precisa estar um passo à frente sempre, ofertando seus serviços que nem sempre são vistos como necessários. São especialistas em uma fatia específica, pouco valorizada, que se sobrecarregam de tarefas para dar conta de ter um ganho bacana no fim do mês.

Voltando ao título do artigo, onde falo dos convencionais, pessoas que estavam habituadas ao formato CLT: horário de entrada + produção + horário de saída = salário, não sabem o que é andar na corda bamba da criatividade. Se antes já achavam que o salário poderia não ser suficiente, agora é ainda pior.


Tivemos a maior alta dos últimos tempos, segundo a pesquisa do IBGE, e hoje o número gira em torno desses 24 milhões de autônomos.

Beleza, Aline. Me conta uma novidade que até agora não tem nada que eu não saiba nesse texto :)

Os não convencionais A novidade é que a primeira formação, ou sua área de especialização, estão prestes a se tornar um título um tanto obsoleto se não souber usar isso. Tem disparado no mercado as pessoas que escolhem uma fatia muito específica de atuação e se dedicam a isso. Por exemplo: é possível ser design de sobrancelha com foco em pessoas com grande dificuldade em crescimento de pelos. Essas pessoas não querem só mais um profissional design, elas querem alguém que entenda essa dificuldade e apoie o processo (totalmente ligado a autoestima, por sinal), que não queira vender ou tirar vantagens, mas ajude de fato a recuperar algo que vai torná-la mais confiante. Imagine um eletricista que foi mandado embora da indústria e hoje trabalha de bicos. Ele pode se vender como alguém que auxilia na vistoria, revisão e troca de fiação para o público da terceira idade, especificamente.

O universo inexplorado Aqui é necessário praticar o desapego. Esqueça o formato quadradinho que trabalhou até hoje e olhe para o mercado digital, a era de novos consumidores precisando de algo que pode ser oferecido com a unicidade do seu olhar. A parte boa é que sim, é possível criar algo que tenha mais o seu jeito, claro que com embasamento, mas adequando para algum novo formato ou linguagem, entende? Abrace uma tribo, crie laços, ouça pessoas e trabalhe com a exclusividade do um pra um. Muitas vezes a parte criativa que tanto procura está bloqueada porque nunca foi permitida existir, pois antes repetia-se o mesmo padrão, e para ousar algo é preciso um tanto de coragem também.

Por onde eu começo? É uma nova jornada, tenha isso em mente. Não dá para chegar ao topo de uma vez só, ainda que tenha anos de experiência no mercado. Um mapeamento de habilidades X o que já existe no mercado é um bom ponto de partida. Pense, pense muito no cliente que gostaria de atender, o que você pode oferecer, em quanto tempo resolve o problema dele, e entre várias outras coisas, como construirá esse relacionamento baseado na sua forma de se comunicar com ele. Não vai ter um intermediário na sua fala. É você e seu possível cliente. Aqui fica um ponto crucial dentro de tudo que vem sendo falado que é o marketing digital (e quase ninguém sabe o que isso significa de fato). Existem dois caminhos: os gurus que impõe uma porção de metas diárias para atingir 1k de seguidores em um mês, e o marketing comprometido com a saúde mental (slow content), tanto de quem vende quanto de quem compra. Opte pela construção natural da sua nova forma de trabalho. É possível que precise reorganizar a rota algumas vezes. Que faça testes de produtos e se decepcione. Que desanime no percurso. Mas, lembre-se, essa estrada abre infinitas possibilidades. Ouse tentar! Aline Amorim - uma jornalista que transforma pensamentos em textos e adora fazer provocações criativas.


 
 
 

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